sábado, 31 de dezembro de 2011

PAPARICANDO O NOSSO PAI...


Essa turma, com segundas intenções, (descobrir a combinação do cofre), divertem papai com tanto mimo: limpeza de pele, presentes, massagem nas pernas... sem saber que nosso pai é macaco velho. Uma noite, o telefone tocou, já bem tarde. Quando atendeu, escutou um choro de mulher e em seguida alguem anunciando o sequestro de uma das filhas, exigindo dinheiro. Era o famoso sequestro relâmpago. Bom, depois de ouvir a requisição do bandido, ele simplesmente disse: meu filho, na escola que voce estuda, eu fui expulso...


Mas voltando ao assunto do segredo da combinação do cofre, a ele descobrimos que Neuma, estava leiloando essa informação, sendo ela a que guarda esse segredo... Alguém já tinha oferecido 200 reais, mas a oferta foi recusada,  pois o pagamento era com cheque, e de outra praça...tampouco aceitava cartões, para desânimo de outros. Tudo isso divertiu muito o nosso pai...


Quando nada funcionou, partiram para outras técnicas,... prepararam uma caipirinha tropical com ervas e frutas e o convenceram a tomar umas doses, para provocar um relaxamento e bem estar, (tentativa de embriagar um idoso)...e consequentemente soltar a língua...

Bebeu, dançou e nos divertiu mais ainda...mas, a boca fechada foi a mensagem que seus segredos são bem guardados...

Nem mesmo a "encenação folclórica", da dança "na boquinha da garrafa" ajudou.

AS BARRACAS DO DIA 30 DE DEZEMBRO 2011, EM BREJO DO CRUZ...


A sociedade de Brejo do Cruz, prestigia a festa da nossa padroeira, com barracas, ao lado da Igreja, onde são leiloados galinhas, bezerros, ovelhas e outros animais, tudo em benefício da nossa paróquia.  Uma banda, paradoxalmente canta músicas obscenas, em volume excessivamente nocivo aos tímpanos humanos, para a alegria de muitos, principalmente dos jovens e bêbados.

O encantamento da festa contagia, adultos e crianças...

Uma ocasião para encontrar amigos perdidos,e desfrutar do visual das luzes na praça..

A alegria contagia...

A nova geração arrasa nas barracas...

QUITÉRIA ...


Ninguem mais importante nas reuniões aqui no pé da serra, do que a nossa amiga Quitéria. Para as mulheres, o ritual das unhas pintadas e cuidadas; acima de tudo a atualização dos ocorridos da cidade e os relatos de suas obras sociais nos velórios e recolhimento dos bêbados da rua. Aliás, a lista de suas beneficências é longa e a todos impressiona com sua capacidade de lidar com os detrimentos humanos e o desafeto dos socorridos... 

Instalada na lavanderia, a profissional Quitéria, se esmera no seu trabalho, com sua fiel clientela, cuidando dos pés da mais abastada, que carrega sempre sua gigantesca bolsa, para inveja de todas...


Depois de tantos elogios à sua generosidade e desapego material, ficou envergonhada quando Leleda  solicitou plateia para presenciar o seu pagamento. Sabemos que tem um caderninho vermelho, onde documenta os secretos nomes (mencionados com frequência), dos maus pagadores, em linguagem popular, velhacos.

A satisfação... e conferência...

Até os homens da casa vem ouvir a eloquente Quitéria...

O PRAZER DA VISITA...


Neste fim de ano em Brejo do Cruz, contamos com a presença da nossa querida amiga, Edméa e seu marido Beat, vindos da Suiça. Como sempre, uma alegria para os amigos e familiares, desfrutar da companhia desses dois, que com sua bondade e simpatia, à todos cativam.

Atualizando os papos...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA...


O cacimbão de Brejo do Cruz é um marco na nossa infância e palco de muito acontecimento. Era e ainda é dele, que a cidade tira a sua água potável. Cabia às crianças e adolescentes, em tempos passados, a tarefa do abastecimento dessa água para o consumo da casa, usando roladeiras, galões e outros, provocando um aglomerado infantil, nesse lugar, com suas interações sociais em todos os níveis. Assim, os dois irmãos, voltam para relembrar fatos passados, onde um brigão (Ismar), sempre em encrencas, mas não tinha o porte físico, trazia o outro, calmo, porém mais forte, (Itamar), para resolver suas disputas, ao braço.


Histórias que viraram lendas...certa vez, nosso pai estava na oficina (consertando o caminhão) quando Odilon de Leônia chega afrontado: "seu Alderi, Zé de Dulcidio tá dando uma surra em Ismar, lá no cacimbão"...a resposta veio pronta. "Fui eu que mandei, estou ocupado!" Essas e outras, continuam sendo a marca registrada do nosso pai, que nunca deu ouvidos à fuxicos.


Ismar, continua sendo uma, das figuras, mais coloridas, da irmandade, nas nossas lembranças... E o cacimbão, com seus pés de azeitonas, guardados por "Seu Valdomiro", sempre sisudo e dando broncas na meninada, um dos recantos mais procurados pela criançada daquela época.

As histórias são passadas para os esposos, que vem de outros lugares...e a visita ao cacimbão se torna parte da programação...

Até a mais nova geração escuta as façanhas dos tios...

GERLANE E ADRIANO CONVIDAM...


Como todo ano, o almoço do dia 30 de Dezembro, na casa de Gerlane e Adriano já faz parte do calendário festivo da nossa família. Famintos e sedentos, nos dirigimos em turbas à São Bento, para esse grande evento.


 O mulheril, força motora dos Costa-Rocha, marca presença, distribui sorrisos e ainda posa coesa (olhem as camisetas), p'ra fotos com uma simpatia de invejar...Os homens, ocupados sempre em encher os copos (das mulheres também)!!!, conversam, contam lorotas e se preocupam se vai ter carne no cardápio.


A pergunta que não queria calar??? "Vai ter camarão no réveillon em Brejo?"...A resposta: " Vai depender...vai depender...vai depender, do que a gente vai comer"...(claro, na casa da prima).

 A presença das primas Costa-Dias.

Olhe a bebedeira...

Literalmente, as tesouradas estavam inclusas no pacote...

A segurança do mano, entre as mulheres...

A SUBIDA DA SERRA...

As aventureiras...


Até que enfim as netas, Maria Isabel, Izabel Cristina e Yasmin Estrela, acompanhadas dos amigos baianos,  se aventuraram em subir a serra de Brejo do Cruz. Preparativos começaram na noite anterior, com muita agitação, contando com a liderança de João, o guia e nosso vizinho do Beco, que as conduziu com segurança pelas trilhas que levam ao topo.


Mães e tias ansiosos assistiram a partida às 5 horas da manhã, com sugestões e recomendações, esquecendo das incontáveis vezes que fizemos essa subida na nossa infância e mocidade, sem nenhuma supervisão ou excessivos cuidados. A aventura começou, tão logo desapareceram das nossas vistas.

A parada obrigatória, na famosa pedra do descanso...

Já no topo da serra...

Lá em cima, com a vista panorâmica da cidade...

Descanso merecido...já se preparando para a descida, depois de muita aventura, encontro com animais, arranhões, quedas e tudo associado a uma caminhada (sem preparo), de trilha.

A chegada triunfante ...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

À ESPERA DA VIRADA...


Quanto essa turma se encontra, a molecagem, descontração e irreverência invadem esse pedacinho do pé da serra e as noitadas ficam famosas no Beco da Discórdia...


A fama do Beco é dissipada e a alegria invade e contagia a redondeza... Mas, quem mais se beneficia é o nosso Patriarca, que além de contar com uma plateia receptiva às suas piadas, antecipadamente já preparou uma lista de requisições, petições, contando (melhor dizer, exigindo) com o apoio financeiro para suas empreiteiras...


Os mais jovens conspiram... Deri e Marquinho, cheios de segredos, buscaram o refúgio da privacidade do carro para tramarem alguma coisa...a parceria no jogo, os subterfúgios...eita turma que apronta...


A vista ao cemitério é uma das primeiras atividades conjuntas da irmandade. A lembrança da nossa Mãe, Avó... e a necessidade de familiarizar-se com a futura morada... Sempre tem alguem que se esquiva do encontro com essa realidade...o medo das almas...(Deri).


Outra parada obrigatória é na casa de Etinha.  Aí atualizamos novidades e a conversa se expande com a participação de Valéria e Sandrinha.


Mas o reparo da cratera, ocupou a mente e recursos do nosso Pai, que já cedo comprou os materiais necessários para andamento da obra, contando com a ajuda de Dedé e outros.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O BURACO NO MURO DAS PLANTAS...


A surpresa ao abrir o portão que leva ao muro das plantas, o local das reuniões secretas da família Rocha, mexeu com o imaginário da irmandade... uma cratera que poderia abarcar todos os irmãos, estava à vista junto do cacimbão...O café da manhã, não só foi farto de comida, como também de sugestões mirabolantes... Alusões à botijas lá enterradas e outras ideias do gênero foram discutidas e analisadas de acordo com a perspectiva e interesses pessoais.

Foi um tumulto generalizado na cozinha da casa...

As brincadeiras que deixariam os mais melindrosos amuados..."Cai no poço, ...quem me tira?"

Tirar quem do poço???... Silêncio mortal!!! Umas e outras esqueceram a ressaca e as terríveis dores na coluna e se prontificaram "carregar pedras da serra" para concretizar o fato...

Isso é a imaginação aflorando de todas as mentes à toa desta casa, no seu segundo dia de festa...


Mas fica a tarefa do conserto e o planejamento das comemorações da virada do ano, continuam na agenda.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A VISITA DE DITINHO...


Nosso querido tio Ditinho, acompanhado de seu neto André e esposa Elane, nos deu o prazer de uma visita, onde piadas foram contadas e fatos passados relembrados com muita conversa animada. O irmão da nossa mãe, nos pareceu ótimo, com grande presença de espírito, excelente memória, contagiando todos com seu otimismo, já planejando a festa de comemoração do seu centenário...Nosso irmão Alderi, o primeiro a se auto convidar e com certeza toda a família.


Ficamos felizes com essa carinhosa visita e esperamos que o contato seja mais frequente.

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