domingo, 22 de janeiro de 2012

CHOVE ...CHUVA...


Quem não lembra as brincadeiras na chuva, os banhos, nossos invernos na meninice, quando tudo tem uma magia, o verde rodeando à paisagem, uma alegria e tanta esperança no ar... Pois é; as chuvas começaram a cair na nossa cidade. Papai já tem seu pluviômetro posicionado e duas medições foram registradas, totalizando 63mm. Chuvas, que avivaram as expectativas da população. O nosso Pai tanto tem se torturado com o fantasma da seca. Tece os mais sombrios cenários, preocupado com o rebanho, até contagiando nosso irmão Itamar, que chegou a lhe pedir para vender a parte que lhe tocava... Esclareço que papai só tem terra nas unhas, quando anda descalço ou cava com as mãos, mas profundo é seu pessimismo, com a possibilidade de um ano seco e com o rebanho sem pasto...



Papai conta a história de um morador do seu fazendeiro pai, Tertuliano, que tinha construído um açudinho atrás de sua casa, e esperava a chuva para enchê-lo. Entrou Janeiro, Fevereiro e nada de chuva. Dizia que estava fazendo chá de cabelo de milho (usado na medicina caseira para problemas urinários), para dar as nuvens, para que mijassem. Assim foi passando o tempo e o morador com a mesma história do chá, enquanto que seu pai, supersticioso, o repreendia. Até que, numa noite, caiu uma chuva muito forte. De noite mesmo, ele pegou um tição e foi olhar o açude. Na volta, sua mulher pergunta: " encheu?"..."o diabo levou", foi a resposta. No dia seguinte, o morador chegando na casa do fazendeiro, foi indagado sobre o açude. Ele disse: "o diabo levou"... e contou que a chuva tinha arrombado o balde. Nosso avô Terto, lhe disse que isso era castigo, por blasfemar tanto. No que ele respondeu " fiz o chá forte demais"...

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