sábado, 31 de março de 2012

A SAÚDE DE PAPAI...


Pode ter sido uma virose ou infecção intestinal, mas mesmo o incômodo do "desarranjo" não tirou os ânimos e humor do nosso pai. Ficou um dia no hospital, tomando soro e não perdeu a oportunidade para distribuir piadas e simpatia à todos. E quando um enfermo, seu vizinho de leito, reclamou à enfermeira que não defecava há 5 dias, foi logo dizendo: "mas que economia é essa, rapaz?"... Aos que iam ao banheiro, perguntava: "e parece que comeu melancia?"... E assim passou o dia, entre humor e impaciência... traquinou tanto com as mãos, que a agulha saiu da veia duas vezes. Hoje, já se encontra bem melhor e creio que já está em processo de recuperação... graças a Deus. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

A CHEGADA DA CHUVA...


Não só para a alegria da meninada, que corre às ruas, para o refrescante banho das bicas, mas a chuva que caiu, tambem regou a esperança nos corações de todos. O futuro já não parece tão sombrio e visões de um pasto robusto, açudes cheios, córregos com correnteza forte podem se materializar para alegria geral. Até nosso Pai, sempre tão negativo, parece mais otimista e entusiasmado. A visão da água rolando, em cascatas, na laje da serra é sempre fascinante, transformando-se num símbolo de plenitude, de segurança e bonança. O verde da esperança está espalhado na natureza e no coração de todos...



quarta-feira, 28 de março de 2012

OS IRMÃOS, ALDERI E ALCIDES...


Muitas são as histórias que nos conta papai sobre suas molequices, pelos arredores, onde morava. Comer  melancias maduras no roçado do vizinho, pescar queijos, isso mesmo, com um anzol numa vara longa, ele e os companheiros, incluindo seu irmão Alcides, chegavam à tal janela com grades, que era da despensa de uma casa vizinha, onde guardavam os queijos de coalho, e pela grade conseguiam içar o queijo com o anzol. Todas essas traquinagens tinham severas consequências, pois sua mãe, acabava sabendo de tudo e os castigava duramente. Nossa avó quando lhes dava uma pisa, (surra) sempre dizia: "Voces vão ter barba e bigode, mas eu ainda os castigarei." Papai ficava calado, mas seu irmão respondia: "a mim não". Para Alcides, o castigo era dobrado.
Um dia, ele e o irmão, resolveram testar a sanidade mental de um morador, que era considerado doido. O levaram até uma pedra grande e lhe disseram: "se você correr d'aqui e for de cabeça naquela pedra, vai sair do outro lado." O doido olhou, pensou e depois de algum tempo, disse: " né... né"... Isso foi o suficientemente para que fizessem o diagnóstico com segurança: de doido ele não tinha nada...

terça-feira, 27 de março de 2012

DO FORRÓ AO TANGO...


A irmã Leleda e filhotinha, Maria Isabel, viajam com destino à Buenos Aires. Segundo testemunhas anônimas, o Tango é o motivo da viagem. Como o chimarrão foi introduzido no pé da serra, assim parece, que, tambem, o Tango, vai fincar pé na terra do Forró. Vão ter que mostrar os talentos, no próximo encontro e "a que sabe", vai cuidar da coreografia. Balancem os esqueletos meninas... e claro com um par digno de falatório...


segunda-feira, 26 de março de 2012

LITERATURA DE CORDEL...


Quando crianças, nós que crescemos na Fazenda Boa União, alimentávamos nossa imaginação com as histórias transmitidas oralmente e a dos versos de Literatura de Cordel. Aos domingos, moradores agrupavam-se na nossa casa, onde mamãe, com sua voz firme, num tom e ritmo próprio, puxava os versos de uma maleta, abrindo as portas de um mundo encantado, onde cangaceiros agiam livremente pelos sertões do nordeste; vaqueiros desafiavam as leis que regiam as classes sociais, apaixonando-se pelas filhas dos coronéis; Padre Cícero era venerado e as mulas sem cabeça e lobisomem apareciam à meia noite, exercendo um fascínio aterrorizador. Pela Literatura de Cordel, as crenças, mitos e história eram transmitidos oralmente, de geração à geração. Uma manifestação cultural, que deixou influência marcante, numa época, onde, nas zonas rurais, a difusão de meios de comunicações e a propagação de livros, eram inexistentes. E assim as nossas imaginações infantis absorviam uma riqueza cultural sem igual...onde a coragem, o desafio, as crenças e o misticismo se faziam presentes e possíveis...



HISTÓRIAS DE ALDERI - O RICO, O POBRE E O CASAMENTO...

Nosso Pai gosta de falar sobre o relacionamento do rico e do pobre. Diz que o pobre só socializa com o rico num enterro. Quando o rico falece, o pobre marca presença, chora e até se serve dos "comes e bebes" no velório. Mas quando um pobre morre, o rico não quer nem saber... Quando um rico compra um carrão novo, mesmo pagando à prazo, se alguem lhe pergunta de quem é, ele afirma com segurança: "é meu". O pobre vende tudo que tem, para comprar um carro velho à vista e quando alguem lhe pergunta, de quem é, ele diz: "é nosso"... Dá logo a metade...

Tambem adora falar sobre casamento. Diz que casamento é como a Salve Rainha, que começa ..."vida doçura e esperança nossa" e termina..."gemendo e chorando nesse vale de lágrimas". Acrescenta que o casamento de rico,  no primeiro ano, o homem fala e a mulher escuta; no segundo, a mulher fala e o homem escuta; e no terceiro, os dois falam e os vizinhos escutam... Conta sobre um amigo que depois do matrimônio, lhe confessou que só casou porque  pensava que casamento era como o Judas da Semana Santa,... morria todo ano.

domingo, 25 de março de 2012

PARABENS GISMAR...


Feliz Aniversário Gismar. Mais um neto que aniversaria hoje e lhe desejamos muitos anos de vida, felicidades, amor e alegria, junto da querida família. Parabens e desfrute seu dia com muita coisa boa, brigadeiros, bolos e claro, presentes...

Presente especial...

Com a família...

Ficou popular...

E o bolo...


sábado, 24 de março de 2012

O DIA MUNDIAL DA ÁGUA...


No Dia Mundial da Água, 22 de Março passado, todas as atenções voltaram-se para a divulgação de estudos sobre a saúde e disponibilidade desse bem tão precioso e fonte de vida no nosso planeta. A escassez de água é um fator que já gera conflitos em algumas nações, na África e Oriente Médio. O Brasil tem uma posição privilegiada, entre todos os países, pois dispõe de 12% da água doce do mundo, mas, infelizmente, esse recurso não está distribuído igualmente e tem sido impiedosamente delapidado. Os abusos, a contaminação e o descaso acarretam consequências funestas para o nosso futuro e ainda fica para nós sertanejos, com recursos de abastecimento tão deficitários a incerteza de um ano sem chuvas...

sexta-feira, 23 de março de 2012

FELIZ ANIVERSÁRIO, ANDRÉ LUIS...


Quem está de parabens hoje é o neto André Luis, pelos aninhos que comemora. Nossos votos de muita alegria, muita surpresa boa (presentes) e muito carinho junto com seus familiares. Feliz aniversário André Luis e que essa data seja celebrada com muito amor..

Com a prima Izabel Cristina

Com o avô...

Com o pai, tias e Jerônimo...

O bolo...

quinta-feira, 22 de março de 2012

ACONTECENDO NO BECO DA DISCÓRDIA...


O nosso Beco, como mostra a foto, é um lugar lindo. Bem curto, arborizado e terminando na trilha da subida da serra. Mas, transversal à ele, já quase nas pedras, foram construídos, quem sabe até clandestinamente, uns tantos cômodos para alugar. Nem todos inquilinos dessas acomodações são baderneiros, ou bêbados, mas tem uma turma que agita a paz desse lugar. Ontem, o dia todo, escutamos música em altíssimo volume. Alguem comemorava alguma coisa, ou era mais um pretexto para uma bebedeira...Entrou um carro com policiais, mas soube, depois, que buscavam um foragídio relacionado com um furto. O som parou momentaneamente, para depois voltar com todo gás. Insatisfeitos moradores reclamaram dos decibéis... 

quarta-feira, 21 de março de 2012

A ESPERANÇA EM SÃO JOSÉ...


Pela região, toda a esperança de chuvas estava fixada no dia de São José. Acordamos com uma alvorada de foguetões, estrondando fortemente aqui no pé da serra, numa amostra da devoção ao Santo, na expectativa  desse dia e o que ele representa para nós nordestinos. Realmente caiu um chuvinha de 3 mm, medição feita por papai, que dia a dia demonstra sua insatisfação e preocupação para o futuro. É pessimista, mas creio, por carregar as lembranças de tantas secas passadas, quando a falta d'agua significava não só sede, como tambem fome, morte ou o deslocamento para longe. Era a história do nosso povo, que debandou suas raízes, em busca de uma vida estável, em todas as direções do nosso País. Mas a esperança ainda tem uma força desafiadora... e a crença é um elemento de propulsão, que rege muitos aspectos das nossas vidas... E assim, o milho é plantado...

terça-feira, 20 de março de 2012

HISTÓRIAS DE ALDERI - ANTONIO MORIN...


Papai nos conta que Antonio Morim vivia pela redondeza e era cantador de viola. Uma boa alma, simpático, prestativo, amigo, mas era muito feio. Sonhava fazer uma viagem de trem, pois nunca tinha andado nele. E assim aconteceu que seu sonho se realizou e pela primeira vez, entrava num trem. O assento que tomou ficou perto de umas meninas, que não paravam de olhar em sua direção e rir. Mangavam dele, pela feiura... Carregava um jornal no colo e encabulado o pegou, mas virou. Quando as mocinhas perceberam que seu jornal estava virado, chegaram mais perto dele e disseram: "ei...está com a cabeça para baixo"... no que ele respondeu: "e mole"...


segunda-feira, 19 de março de 2012

O RUBACÃO...


Um prato preferido pelos sertanejos. Apreciado tambem em Cuba, onde é chamado de "moros y cristianos". Quem pensaria numa guerra religiosa para nomear uma comida de aparência tão aconchegante? Só vendo o rubacão na panela, o arroz agarradinho ao feijão... para nós nordestinos, não há mome mais expressivo que "baião de dois", pois da panela ao prato é uma dança ao som do baião da fervura, onde a temperatura sobe, num empurra, empurra com os pedaços de queijo de coalho, que se amolecem todos em movimentos frenéticos... Um dos pratos escolhidos de papai, para o dia de domingo... Tambem considerado uma iguaria personalizada, pois não existe receita definida. O único dogma é a junção do feijão com o arroz, o resto fica a critério pessoal: carne, tempero, queijo...Leleda ganha de todas com o seu preparo...

domingo, 18 de março de 2012

ABCC CONTESTA PUBLICAÇÃO DA REVISTA VEJA, DE 14 DE MARÇO 2012, "AMEAÇA AO BERÇÁRIO"


Os Manguezais, os Caranguejos, o Cultivo de Camarões no Nordeste e a reportagem da Revista Veja
    Que a Revista Veja assuma posições políticas, ideológicas e de ética informativa é um direito que lhe assiste e seus leitores aplaudem. O posicionamento da Revista contra a corrupção em órgãos públicos, por exemplo, com sólidos argumentos e evidências bem fundamentadas, teve repercussão nacional e levou à demissão de algumas autoridades oficiais envolvidas. Nesse contexto, a Revista ganha credibilidade com todos os méritos para os seus dirigentes e comentaristas. O leitor tem bom faro e sente quando a publicação assume uma posição afirmativa para o bem comum e seus jornalistas trabalham com a verdade ou dela se aproximam.
    Entretanto, esse posicionamento de buscar evidências para formar opinião e, a partir daí, informar à sociedade, parece não prevalecer para a Revista quando o assunto sai da raia da corrupção pública e entra em outros campos mais polêmicos, como são na atualidade os temas relacionados com o meio ambiente. São conceitos que podem dividir opiniões e, portanto, mais do que outros, demandam cuidados especiais no seu tratamento informativo para que a mensagem dirigida pela Revista à sociedade seja composta no contexto, de verdades e fatos que contribuam para a formação de opiniões, com o objetivo de servir o bem comum.
      As questões ambientais, hoje mais do que nunca, repercutem em toda a sociedade e não podem nem devem ser tratadas com viés ideológico e muito menos com inverdades e leviandades. Requerem, necessariamente, um tratamento sob o prisma da ciência, por mais superficial que seja. A informação da reportagem da edição de 14 do presente mês de Março “Ameaça ao Berçário”, que se refere aos manguezais do Brasil, é maldosa, caluniosa e chega a se aproximar da irresponsabilidade pelas adulterações e inverdades em relação ao Código Florestal e à carcinicultura no Nordeste. As deformações da verdade contidas no texto são de tal ordem que deixam a nítida impressão de que estão sendo usadas, conscientemente, com o propósito de causar impacto no leitor. Ou seja, a Revista admite o uso da mentira para que a reportagem tenha repercussão no meio social.
    Dizer, por exemplo, que o Código Florestal, em tramitação na Câmara Federal, autoriza o uso do manguezal para atividades aquícolas e que, com isso, contribuirá para a destruição desse bioma, é uma grande mentira. Basta que o leitor leia a documentação disponível no Projeto de Lei em discussão. Ao contrário, o texto do Poder Legislativo reforça a proteção do manguezal e sim autoriza com limitações, a utilização dos apicuns e salgados para o cultivo de camarões e a produção de sal, atividades típicas da Região Nordeste. Por outro lado, os apicuns e salgados são biomas distintos dos manguezais, com salinidades no mínimo de 4 a 5 vezes mais elevadas que da água do mar, o que os tornam estéreis e sem vegetação arbustiva, não sendo a "panacéia" referenciada pela esquerda ambientalista, ouvida pelo repórter da Veja.
    Afirmar que os produtores de camarão do Nordeste usam pesticidas e antibióticos é distorção absoluta da verdade. É pretender difamar gratuita e publicamente uma atividade que gera emprego e renda, cuja participação do micro e pequeno produtor é majoritária, representando uma real contribuição para a inclusão social no meio rural dessa Região. Nesse sentido, diferentemente da agricultura, a carcinicultura no Brasil não usa nem nunca utilizou pesticidas. Tampouco tem como usá-los, uma vez que o camarão possui o organismo bastante semelhante aos dos insetos, sendo, portanto, extremamente sensíveis a tais produtos. Além disso, o uso de antibióticos para atividade de criação de camarões é proibido no Brasil.
       Por outro lado, a informação de que a carcinicultura afeta negativamente a qualidade da água adjacente, é desmentida pela tese de Pós-Doutorado do Analista Ambiental do IBAMA Dr. Raul Madrid, que aponta que as águas drenadas pelas fazendas de camarão do Estado do Ceará são estatisticamente melhores que as águas de captação com relação a coliformes totais e fecais. Nesse mesmo sentido, a tese de Doutorado do Engenheiro Químico Lourinaldo Cavalcante, pesquisador do IPA/PE aponta que as concentrações de amônia e nitritos, avaliadas por um período de 01 ano em uma fazenda de camarão no estuário do Rio Paraíba/PB, foram reduzidos em 91,69% e 95,71%, quando comparadas as águas de captação e drenagem, respectivamente.
      Com relação ao abandono dos viveiros após 10 anos de utilização, seria pertinente que a Veja mostrasse onde estes estão, uma vez que as primeiras fazendas instaladas no Brasil têm cerca de 30 anos de existência, sempre funcionando nas mesmas áreas e já tendo, grande parte destes empreendimentos, aumentado de tamanho desde então, além de apresentar níveis de produtividade bem superiores aos iniciais.
      Por outro lado, com base na vasta literatura científica disponível, podemos afirmar que a questão abordada pela fonte acadêmica citada pela reportagem da Revista Veja, no sentido de que os apicuns e salgados são áreas indispensáveis para a manutenção do ciclo alimentar e de vida do caranguejo Uçá, além de ser tecnicamente questionável, não encontra amparo nos estudos técnico-científicos realizados no Brasil e no Mundo.      
Se a Revista Veja está realmente interessada na verdade sobre a situação dos manguezais do Nordeste e sua relação com o cultivo de camarões, que consulte o estudo acadêmico da Universidade Federal do Ceará, realizado em parceria com a ISME - Sociedade Internacional para Ecossistemas de Manguezal, que analisando a evolução da cobertura de manguezais dos estados que respondem por 90% da produção de camarão cultivado do Brasil: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, no período de 1978 a 2004 (antes e depois do advento de maior crescimento da carcinicultura) identificou que no mencionado período, as áreas de mangue correspondentes cresceram 36,1%.
 De forma idêntica, o Projeto de Mestrado do Professor Adam Zitello, da Universidade de Utah, dos Estados Unidos, que analisou o impacto da carcinicultura no Nordeste do Brasil, concluiu que essa atividade não é responsável pela remoção dos manguezais da Região. A tese do Prof. Adam afirma, inclusive, que para sua surpresa, “as florestas de mangue do Nordeste do Brasil exibem uma estabilidade sem precedentes, numa região em que crescem os viveiros de camarão”.
    Os argumentos respaldados em textos científicos estão muito mais próximos da verdade. A ciência revela a realidade para o ser humano e deve ser sempre usada quando sua luz se faz necessária e quando a comunicação está dirigida à sociedade.
(Os estudos e trabalhos técnico-científicos acima mencionados estão disponíveis na íntegra, no site www.abccam.com.br).

Itamar de Paiva Rocha, Engenheiro de Pesca, CREA 7226 - D
Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão - ABCC
abccam@abccam.com.br
(84) 3231 9786 / 3231 6291
www.abccam.com.br


sábado, 17 de março de 2012

HISTÓRIAS DE ALDERI - RELEMBRANDO A ESCOLA...

As memórias remotas são as mais bem guardadas no nosso cérebro, enquanto que fatos mais recentes são prontamente esquecidos, durante o processo de envelhecimento. Assim acontece com papai, que, com quase 84 anos, nos relata fatos ocorridos na sua meninice, com incrível clareza e nitidez. Conta-nos que, quando criança,  para chegar à escola tinha que ir num jumento ou caminhar léguas, passando pela beira de um rio e muito mato. Uma aventura. Sua molequice e espirituosidade, desafiavam a autoridade da antiga professora, Dona Nini, o tornando visado e marcado por ela. Deve ter aprontado todas... Inclusive, certa vez, apostou com os companheiros de escola que não teria aula num determinado dia. Combinou com todos, para chegarem um por um e na entrada perguntar a professora: "o que é isto no seu olho?... está vermelho"... Assim aconteceu e a inocente educadora, começou , então, a coçar o olho, ... e quando o último aluno chegou, ela não conseguia mais mantê-lo aberto de tão irritado e inchado... E assim não podia lecionar...o astuto Alderi conseguiu o que planejou...



sexta-feira, 16 de março de 2012

O BECO DA DISCÓRDIA É NOTÍCIA...


Enquanto zelamos para que a alegria viva no nosso Beco, que é uma rua sem saída e termina na trilha que sobe à serra, alguns residentes, tudo fazem para que a fama de discórdia domine os arredores. Pois bem, a polícia mais uma vez, marcou presença, atraída por uma briga que envolvia bêbados e jogadores. Boatos se espalham que tem um cassino clandestino, num vão de uma das casinhas, na transversal onde termina o beco. Como sempre,  com a presença policial, moradores se espalharam pelas calçadas, comentários diversos flutuaram no ar, até que os afazeres domésticos os chamaram de volta às suas casas.... Ninguem foi preso...o procurado conseguiu burlar a vigilância.

quinta-feira, 15 de março de 2012

FELIZ ANIVERSÁRIO, MARLUCE...


Parabens querida mana. Está quase ingressando no seletivo clube dos sessenta. Os nossos desejos de muita felicidade, de um futuro harmonioso e florido. Que seu dia seja alegre, com surpresas (muitos presentes) e boa companhia. Expressamos a nossa felicidade pela sua presença entre a irmandade. Feliz Aniversário.

Na acolhedora casa paterna...

Na virada do ano...

Com Rodrigo e Rossana...volta ao tempo...

Com Robson, em tempo real...

Com as manas...

Ao bolo...

quarta-feira, 14 de março de 2012

HISTÓRIAS DE ALDERI - A CONFUSÃO DA CONTA...


Mais uma história contada por nosso pai, sobre um seu companheiro de viagens por esse Brasil afora. Entrando num bar, com muita desenvoltura, bateu forte na mesa e pediu um pastel. Dona Maria, como era chamada a garçonete, foi lá dentro e chegando, disse: "olhe aí seu pastel, moço." Ele pareceu indeciso, olhou o pastel e a chamou de novo. "Dona Maria, a senhora podia trocar esse pastel por uma chamada de cana?"... "Claro que posso"... foi a resposta.
Ela trocou o pastel pela bebida e ele muito satisfeito, de um gole, bebeu tudo. Levantou-se e ia saindo porta afora, quando a garçonete gritou: " a conta, moço"..."Que conta?"... perguntou. ..."a cachaça que bebeu"...ela disse.... "E eu não troquei pelo pastel?" ele respondeu..."Então pague o pastel"...foi já se aperreando Dona Maria... "E a senhora não levou o pastel lá para dentro? Está mesmo querendo me roubar, Dona?...

terça-feira, 13 de março de 2012

PROCURA-SE MADURO...


Maduro, cidadão de Brejo do Cruz, está desaparecido em João Pessoa. Foi levado até lá, para fazer um tratamento e enquanto sua acompanhante fazia o translado do carro para a casa de apoio, ele fugiu e até o momento não foi encontrado. A polícia foi acionada e as buscas iniciadas, mas infelizmente infrutíferas.
Aos manos frequentadores de bares, antigos companheiros de Maduro, fiquem atentos e alertas para um ocasional encontro. É esperado na casa de apoio...avisem à polícia...

PS. MADURO FOI ENCONTRADO, ESTÁ SÃO E SALVO NA CASA DE APOIO, GRAÇAS A DEUS.

segunda-feira, 12 de março de 2012

IRMÃOS MAIS VELHOS...

Maria Eulina e Itamar, os mais velhos da família. Ela com 6 e ele com 5 anos. Da vida na fazenda à umas férias em Catolé do Rocha, e a oportunidade para uma foto, algo não corriqueiro nesses tempos. Só ocasiões especiais eram registradas em fotos. O ano era 1955 e a nossa única preocupação era a hora das brincadeiras. A magia do universo infantil... O par era inseparável e sempre foi convidado pelos noivos, das fazendas vizinhas, para levar as alianças, na realização das suas bodas. Depois dos casamentos, nessas fazendas, o ambiente era de festa. O chão batido com muita água, para não levantar poeira, com a dança, e um sanfoneiro, acompanhado do pandeirista, alegravam os convidados, que moviam-se ao ritmo da música, à luz de lampião. Bandeirolas coloridas decoravam toda a área do arrasta pé. Mas as brigas tambem faziam parte dessas celebrações. Eram imposições, ao sanfoneiro, de músicas preferidas, por convidados já bêbados, ou rixas com outros e nessas ocasiões, quantas vezes Itamar teve que resgatar Ismar, o mais novo, que dormia em algum canto, bem no meio da exibição e clarão das peixeiras dos belicosos... O esconderijo era no mato, para onde todos corriam, inclusive o sonolento  irmão, praticamente arrastado até lá. Já com 5 anos, o pequeno irmão, cavalgava sozinho mato à dentro e era conhecido pela sua coragem e resolução.


Mais de 50 anos depois, fizemos a reprodução dessa foto, posando com mão no bolso e laçarotes na cabeça. Só faltou o vestido e os shorts com suspensório. O menino cresceu e mal posso alcançá-lo com o braço. Continua destemido e resoluto, andando por esse mundo afora. Trocou o cavalo por meios de transporte mais rápidos, mas continua resgatando irmãos sonolentos.
Vivendo na complexidade do universo adulto...


sábado, 10 de março de 2012

ACONTECEU EM FORTALEZA...


Já caiu na língua do povo que o Rei dos Camarões, depois de uma degustação no aeroporto de Fortaleza, sentiu uma ventilação mais forte na parte traseira das suas calças, sem imaginar o drama que iria viver. Aquele bem estar não era nada menos do que um rasgão, tão visível que uma passante, atraída pela visão panorâmica do seu traseiro, resolveu lhe chamar a atenção, da situação no seu vestuário. Tentando salvar as aparências e  evitar a exposição de partes íntimas, saiu de loja em loja tentando comprar um camisão, mais parecido com um roupão, para cobrir o rasgão, sem sucesso. Contentou-se com uma camiseta, diga-se de passagem, muito cara, a qual foi amarrada, à moda dos colegiais, à sua cintura...Mas vamos deixar algo bem claro: estava usando cueca e por sorte, tinha sido trocada antes da viagem.

JOÃO DORICO, UM POETA DE SÃO JOSÉ...

O Sr. João Dorico, que conta agora com 84 anos é um personagem muito importante da nossa vizinha cidade de São José. Consagrou-se como poeta e dramaturgo e seu livro "São José e o seu Poeta" é testemunho de sua grandeza e criatividade.
Quero, de antemão, agradecer a carinhosa dedicatória no exemplar que me deu e lhe desejar tudo de melhor.
Sr. João Dorico em sua poesia narra a vida, as aspirações de um povo e as lutas diárias do homem nesse meio em que viveu, tornando-se também o guardião das memórias da comunidade e  tem prestado muita ajuda a quem tem interesse em conhecer as origens e histórias passadas.

TAPERA DA CASA DELA, é um  relato poético do primeiro encontro com Rita, que veio a ser sua esposa, quando quarenta anos depois revisita as ruínas da sua antiga morada.
Trechos do poema...

 Aquela velha tapera
Nesse deserto esquisito
Recordo um prédio que era
Zelado e muito bonito
Quem lhe viu antigamente
Quem conheceu sua gente
Hoje somente os sinais
Daquele passado traz
Saudosa recordação
...
Por sorte, ou pelo destino
Naquela casa encontrei
O mais puro amor divino
Que para sempre aceitei
E de uma grande paixão
Surgiu a nossa união
Para mim a maior glória
E dessas coisas passadas
essas paredes tombadas
Testemunha a nossa história
...
Nesse deserto esquisito
Solidão é o seu dilema
Onde só se ouve o grito
Do canto da seriema
Essas paredes caídas
Essas telhas demolidas
Já comporam uma casa bela
O tempo tudo consume
Hoje é triste até teu nome
Tapera, da casa, dela...

sexta-feira, 9 de março de 2012

CIRCO NA CIDADE...


Um circo acampado pela nossa cidade. Traz lembranças... quem de voces não correu atras dos palhaços, pelas ruas, (hoje tem espetáculo?...tem sim senhor...as oito horas da noite?... tem sim senhor...e o palhaço. o que é?...ladrão de mulher)... ou tentou furar a vigilância e entrar de penetra por baixo das lonas? Que expectativa, numa época sem televisão, a programação de um circo era uma novidade tão esperada. As piadas do palhaço, os trapézios e seus acrobatas... e quando faziam encenação de algum tema religioso, as beatas da cidade tomavam conta das cadeiras, com lenços na mão, prontinhos para algum extravaso emotivo. Mas a molecada toda ficava era nos poleiros, na parte mais alta para ter uma visão panorâmica de tudo. E depois do espetáculo, a conversa, os comentários, comparando impressões e já planejando a entrada do dia seguinte... Inspiração para muitas das nossas brincadeiras. Quantas vezes não organizávamos um circo, com palco, apresentações com palhaços e outros...
Apesar dos tempos mais modernos, o circo ainda mexe com o imaginário da garotada e não foi diferente para o neto Jerônimo, que animou-se, acomodou-se na cadeira, mas de tão cansado, dormiu e não viu a apresentação... 

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Uma homenagem especial a todas as mulheres da nossa família, amigas e prestigiadoras desse blog.

Poema de Bruno Bezerra...

Toda mulher deve ser amada
No dia-a-dia conquistada
No ser mãe endeusada
Na cama desejada
Na boca beijada
Na alegria multiplicada
No lar compartilhada
No seu dia festejada
Na tristeza consolada
Na queda levantada
Na luta encorajada
No trabalho motivada
No aniversário presenteada
Na alma massageada
Na beleza admirada
Na dificuldade ajudada
No cangote bem cheirada
Na vida abençoada
No mundo inteiro respeitada
E sempre que possível... abraçada.

A casa das 9 mulheres...

OS CONSTANTES VENDEDORES ...


Nosso Pai diverte-se muito com as tentativas de venda por telefone. Uma vez, uma mulher insistia em lhe vender uma moto. Ele desempenhava vários papeis: de abestalhado, de velho caduco... Enquanto ela reforçava sua retórica, ele argumentava: "eu não sei andar"...ela lhe dizia que era a mesma coisa que andar de bicicleta ... e ele: "tenho medo de cair, pois eu caí do meu carro"... Ela ficou surpresa e perguntou: "como alguem cai de um carro?" Mas essa foi verdade, inacreditável como pareça, ... (ele empurrava o carro, com a porta aberta... o carro acelerou numa descida,  e caiu em cheio no calçamento). Afinal, depois de muita conversa, ele disse que já tinha 90 anos, desencorajando a vendedora. Outra vez, alguem lhe oferecia cartão de crédito. Ele ficou tão contente que ia ter esse cartão que compra sem dinheiro, tão entusiasmado de não ter que gastar o seu próprio ...  o diálogo foi longo e bem interessante, mas provocou suspeita na vendedora, que resolveu perguntar sua idade.  Quando falou que completara 94 anos, escutou a moça dizer à alguem: "esse já está esclerosado"... Sua idade fica bem flexível nessas conversas, adora aumentar a idade,... e se diverte muito com as peças que prega... 

quarta-feira, 7 de março de 2012

OS PADRINHOS...

Madrinha Benedita Nobre e Padrinho Oliveiros Soares moravam na Fazenda Boa União, município de Brejo do Cruz com seus sete filhos. Requisitaram uma professora para educá-los e foi lá que nossa mãe, Belinha, foi colocada, para preencher esse pedido. Foram meus padrinhos de vela e Terezinha, a filha mais velha, minha madrinha de apresentar. Meus irmãos menores os chamavam também por padrinhos. Madrinha Benedita era originalmente de Brejo do Cruz, onde residiam seus pais e irmãos. Uma mulher muito acolhedora, generosa, alegre e de uma bondade infinita.

Os antigos donos da Fazenda Boa União nunca tiveram filhos e à sua porta foram deixadas três crianças: Padrinho Oliveiros, Severino e Maria. Foram adotados e criados como filhos e só depois de adulto, veio meu Padrinho descobrir suas origens. Era um homem também acolhedor, bondoso e adorava um cafuné. 
Na sua fazenda, nós mais velhos, passamos boa parte da nossa infância, de onde carregamos as memórias mais preciosas e mágicas. Aí vivemos anos de invernos e secas, percorrendo os matos, lajeiros, explorando, visitando vizinhos e no açude, onde o banho diário era a atividade mais divertida e esperada. Sem contar da espera, todas as manhãs, no curral, pelo leite quentinho, saído do peito da vaca; das subidas no pé de cajarana, que ficava entre as nossas casas e nos de juá, em cuja sombra brincávamos, no carro de boi, que aí ficava. Guardamos com saudade essas memórias infantis, num tempo, cuja simplicidade, sinceridade e paz, estavam mais presentes no cotidiano.
Fica aqui uma homenagem aos nossos Padrinhos, que nos acolheu com afeto e amor e nos proporcionou um lugar paradisíaco para nossas lembranças da infância.
Ambos já faleceram. Fotos datadas de 1951.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...