sábado, 19 de maio de 2012

O AMPARO DA REDE...


Herança dos nossos ancestrais indígenas, a rede tornou-se para nós nordestinos não só um amparo como uma aliada no suporte do calor. Só a dormida no embalo de uma rede torna possível amenizar a quentura das nossas noites. Tornou-se um ícone da nossa cultura e as memórias que carregamos de infância estão intrinsecamente ligadas ao seu balanço e ao lazer que proporcionava.
Foi em 27 de Abril de 1500 que Pero Vaz de Caminha, navegante Português, escrivão da frota de Pedro Alvares Cabral, que sem procurar saber o nome já usado pelos indígenas, chamou esse tipo de leito usado por eles, de rede de dormir, pela semelhança com a rede de pescar. Os indígenas a chamavam de ini e às mulheres cabia a tarefa de sua fabricação. Eram bem resistentes, de fiação simples e malhas grandes. Meio século depois a rede já era usada pelos jesuítas e colonos agricultores. A técnica de tecer foi aperfeiçoada pelas mulheres Portuguesas e seu uso se expandiu pelas vilas, engenhos de açúcar até o presente.


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