terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O TERMÔMETRO FINANCEIRO E SUAS OSCILAÇÕES...


A temperatura, aqui no pé da serra, oscila, de conformidade com o saldo bancário, ou o volume do bolo que nosso pai carrega no bolso (preso com uma liga). Para ele, os dias transcorrem em volta de sua disponibilidade financeira e consequentemente, sua capacidade de adquirir bens comestíveis. No começo do mês, a estabilidade e a segurança que promovem suas idas e vindas ao supermercado, padaria, e outros do ramo, mantém a temperatura estável, moderada, refletida, tanto, no chevetinho, cujo espaço no porta malas é tomado por sacolas e mais sacolas, como, no seu otimismo e nos demorados momentos íntimos, no seu quarto, contando o dinheiro que restou das expedições. A situação muda depois de passadas duas semanas. O termômetro varia, com a realização de que seu saldo está zerando e seu bolo, por mais que troque as notas, por valores baixos, não engorda. O famoso dia 20 trás o alívio esperado. O reforço financeiro enviado pelo mano Itamar. Com muito esforço faz durar até o dia 30, quando o ciclo se fecha e começa o novo mês, onde tudo se repete...

Um comentário:

  1. a lucidez do nosso pai, aos 84 anos é uma bênção. Agradeço a Deus por essa dinâmica dele, pela ciranda em volta das compras, por saber tudo que não tem em demasiado, por não ser sovina nem mesquinho, especialmente com comida...é apenas bem controlador...o que gastaram tanto, e como ???e repõe, de preferencia, imediatamente...

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