terça-feira, 16 de julho de 2013

DESEJANDO CANJICA...



Nosso irmão, Itamar, ainda em clima de comemorações juninas, chegou, sexta feira última, com um saco de milho verde, contendo 100 espigas, para fazer canjica. Buscamos alguém conhecedora do preparo e nossa vizinha aqui do beco, Inês, liderou a cozinha. Depois da palha ser removida, a espiga vai à faca e o milho é retirado...


O próximo passo é moer. A mão de obra jovem deu conta do recado. Neta e Stanley curtiram a atividade e para nós maiores, foi reviver tempos de infância, quando tínhamos que moer o milho seco para fazer o cuscuz e o angu do café da manhã. Esse moinho é antigo e com histórias que só a "que sabe" conta. Voltando ao processo de fazer canjica, o leite do milho moído é escorrido numa panela e dele é feita a canjica. Leva-se ao fogo, mexendo sempre, acrescentando leite e açúcar até engrossar, ou dar o ponto, em linguagem local. Leite de coco é opcional. 

Enquanto Stanley e Neta davam duro, esses dois, na moleza, esperavam a canjica...

A canjica espalhada nos pratos e travessas...  todo esse ritual... valeu a pena...


Lourdinha, que ajudou na confecção, foi instruída, por ordens de Itamar, a separar 3 pacotes, cada um com 10 sabugos, para levar como presentes para as irmãs ausentes, acrescentando que saberiam fazer deles bom uso. Não quis especificar, publicamente, nem que uso fariam, nem quais irmãs, mas deu uma pista que seus nomes começavam com a letra "M", adiantando ainda, que as três primeiras letras eram: Mar. Cremos que as sortudas são as irmãs mais próximas.


Uma travessa cheia de canjica, simplesmente sumiu e suspeitamos que alguém com um histórico bem documentado de tentativas de apropriação de comestíveis de outros, esteja envolvido nessa ação. Apelamos para testemunhas, anônimas ou não, que denunciem qualquer atividade suspeita, no meio de tanto movimento nesse último fim de semana.

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