quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CONVERSA VAI, CONVERSA VEM... APRENDENDO A NAMORAR...


Quando essas amigas se reúnem, mesmo com a desculpa das costuras, a conversa é animada. Voltam aos tempos passados, quando adolescentes, numa descrição dessa época, quando Brejo era uma cidade bem menor, a Igreja o centro da vida social e religiosa, ficando a praça e o Colégio, como palco das interações entre os jovens. Não só Marlene tem histórias que diverte. Fatima nos contou da curiosidade em "aprender a namorar", quando entrou na adolescência. Via os casais murmurando abraçados ou de mão dadas e pensava que existiam palavras mágicas, apaixonantes, que eram sussurradas ao ouvido do amado, e só aprendendo o que diziam tão baixinho ia poder namorar. Disse, que, junto com outras coleguinhas, planejaram escutar esse palavreado encantado, para ser posto em prática. A ocasião chegou, num dia de domingo, aqui na calçada de casa, quando a filha de um senhor que morava em cima da serra, chegando com o namorado, sentaram bem juntinhos. Sorrateiramente ela, Fatima, aproximou-se para escutar os murmúrios e ficou tão chocada com o que ouviu, que não acreditou. O interlóquio foi o seguinte: Ela: "A poica lá de casa teve sete bacurim"... Ele: " E foi? Oh sono... vou já imbora pra dar cumê a minha burra"... Ela: "E sua mãe já deitou a galinha?"... Sonhos desmoronados e pensamentos confusos para ela e as amigas, diante dessa demonstração...

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