sábado, 24 de maio de 2014

O CONFIDENTE DE PAPAI...


Lucinha outro dia reclamou, pois se alguém de fora escutasse papai lhe perguntando sobre o marido ia duvidar de sua reputação de senhora bem casada. Quando lhe vê, e se refere a Dedé, indaga por Antonio, Zezinho, Chico e outros nomes... Mas mesmo falando Zezinho, Chico ou Antonio, Dedé está bem guardadinho no seu coração...(dura realidade, Carlinhos). Com ansiedade, aguarda sua presença todas as tardes, no terraço da entrada, onde senta olhando para o nascente e com ele compartilha, não só as alegrias e frustrações das formações ou desaparecimento das nuvens distribuidoras da chuva, como também, da incompreensão nas discrepâncias das predições meteorológicas, na televisão. Mas não só de chuva fala o homem. Os problemas domésticos, igualmente, caem todos nos ouvidos do genro e as reclamações sobre mim encabeçam a lista. Tem uma bronca da minha prática de Yoga e quando presencia, diz contrariado: "que besteira é essa?"... ou, "está morta?.." A Dedé diz: "essa vea vai se escambichar".. Da mesma forma, se saio de casa, por qualquer razão, é mais contrariedade e desabafo com Dedé, que no momento, além de ser seu braço direito, é, também, seu ouvido direito (senta-se a sua esquerda), atuando como confidente e apaziguador. Mas fica uma pergunta no ar... estará Dedé de olho no Chevetinho e tenta alimentar essa dependência de papai nos seus ouvidos, a seu favor????

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