domingo, 31 de agosto de 2014

DE UM GIRO FEZ UM GIRAU...


Papai depois que dispensou seus remédios (os preços dos calmantes e relaxantes pesou nos seus cálculos) retornou à sua inquietação no que se refere aos reparos da casa. Quem não lucrou foi Dedé, seu genro favorito, (desculpe Carlinhos), pois os afazeres viraram sua responsabilidade e acumulam-se com as inspeções do sogro pela casa. Sem nada para ocupar o tempo ocioso, papai vai fazendo listas e sem paciência, logo fecha o contrato unilateral com Dedé, sem lhe dar tempo de concordar ou argumentar. O nosso cunhado está no mato sem cachorro, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. 


Ontem à noite, estávamos em agradável conversa, no terraço, quando papai chamou Dedé para averiguar um problema: a dificuldade em inserir a chave, nessa fechadura, da porta de entrada. Ora, o favorito, sem fazer-se de rogado, empolgou-se na tarefa, desmontando a peça, sob o olhar aprovador do sogro. Enganchou-se no encaixe das peças, de volta na porta. Algo saiu errado e a chave que antes só emperrava, agora não fechava. Um Deus nos acuda. Tentativas de acertar o reparo foram muitas, até que finalmente conseguiu o funcionamento da fechadura só do lado de dentro da casa. O difícil foi convencer papai dessa nova realidade e de ter que esperar até amanhã para fazer a troca por uma nova.


Depois de todo esse movimento, quando instalaram-se, outra vez, no terraço, papai, o impaciente, parecia contar as horas, minutos e segundos para a volta de Dedé do trabalho, na Segunda Feira, quando efetuaria a troca da fechadura. Dedé e sua mulher pensativos... quem sabe não seria, para eles, mais lucrativo comprar seus remédios???

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